Os semi-gordos sempre foram criaturas peculiares e intrigantes. São aqueles que não tiveram força o suficiente para virarem gordos, e nem colhões para fazerem dietas e se tornarem magros. Podem ser definidos como o 'intermédio' entre gordo e magro, ou também 'o lado cinza da força'. Não fedem nem cheiram, ninguém comenta 'Olhe a semi-gordesa da pessoa ali!'. Semi-gordos só são lembrados quando os gordos têm ataques de inveja, ou quando os magros deixam o orgulho subir à cabeça.
Deve haver um planeta, onde os semi-gordos coexistem sem problemas, não causando a discórida onde quer que passem. Este planeta, por sua vez, não é um planeta comum. Ele não tem balanças. Semi-gordos não sabem o que é engordar... nem emagrecer. E os alimentos por lá devem ser bem mais gostosos.
- Sai uma pizza com bacon extra!
- Mas e o colesterol?! E a gordura?!
- Que? Do que tu estás falando?
- Perdão, eu estive na terra por uns tempos... negócios, sabe...
Acredita-se que os coacervados eram semi-gordos, na verdade, logo, um dia, eles proclamarão sua hierarquia e dominarão a terra. Depois disso, implantaram um regime a base de comidas gostosas, que vai exterminar com os 'fracos', algo como um holocausto... à base de sorvete e pizza.
A maioria (entenda-se: todos) dos semi-gordos são come e não engorda. O que é come e não engorda? Simples, eles comem e não engordam. Por isso, estão, desde que se tornaram semi-gordos, com o mesmo peso. Causando inveja nos gordos... e magros.
Acho que vou parar de escrever, comer uma trufa, digo... não posso comer mais uma trufa... malditos semi-gordos...
Blog do Thiago com Textos disso e daquilo. Comentários seus já são mais que bem vindos
Achei uma poesia,
perdida na minha mente.
um poema diferente,
sem palavras.
Sem sentido aparente.
Achei que sabia de tudo,
inconformação,
por imperfeição.
Perdoai minhas palavras
de mortal.
Ao fim,
achei a poesia.
Hei de eternizá-la
já que de uma vez por todas,
hei de decifrá-la
Certa noite, o trovador entoou uma canção, em uma fogueira, às margens do rio, em uma noite de inverno.
Nas águas do lago
lembro da face da minha amada
mas recordo-me do sabor amargo
que dela, me obriguei a separar
Da neve branca,
sua face, intocável.
Que a lua tateava com seus raios,
nas noites de estrelas viçosas.
Das florestas verdajantes,
de encanto singular,
dislumbrante é sua forma,
inesquecível é seu brilho.
Dar-te-ia a mão, donzela,
para acompanharte em noites de amor,
se não fosse minha vocação
de ser o trovador
*Se ainda não leu o Post abaixo, leia, é o começo! (A Odisséia 1)*
Estava desempregado, sozinho, abandonado, desabrigado, com fome e com frio, nas ruas de porto alegre.
Já não era mais humano, menos aceitável do que era, vagou sozinho por meses, comendo migalhas, emagreceu muito. Pensando em apenas versos, cambaleava depois de tantos espancos que sofreu de policiais e bandidos.
'Morram todos,
Envenenados com suas mentiras
Aumentando seus egos gordos'
Passou a pronunciar este verso diariamente, todo o tempo, não importando se alguém o estava ouvindo ou não, pois ele não via mais gente, via apenas os desgraçados que o excluiram, deixando-o naquela situação, totalmente morto por dentro, e quase morto por fora.
Seus cabelos fediam, ninguém parava do seu lado, nem mesmo os mendigos, pois o viam com um outro olhar, achavam-no louco, até demais para eles.
O homem então, tentou sair do centro da cidade, mas o resultado foi o mesmo, as pessoas fechavam suas portas para o pobre homem, que quase morto implorava por um punhado de comida para agüentar suas surras diárias.
O frustrado poeta não viu outra solução a não ser o suicídio. Sempre fora um homem covarde, sem coragem de encarar os problemas de frente, sempre se escorando nos desconhecidos, jogando a culpa neles. E quando não podia fazer isto, simplesmente fugia por uns dias, ficava andando nas ruas, por isso as conhecia tão bem. Mas no estado que ele estava, não havia pior castigo que a vida. Suicídio, estava decidido.
Caminhou até um prédio bem alto, e começou a subir sua escadaria. Cada passo mais pesado que o céu, fazendo pressão contra o chão. Cheio de pesares, o pobre poeta sentia-se cada vez mais feliz, mais perto do fim das escadas, pensando que finalmente iria descansar do seu castigo, para sempre.
Chegou até o topo do prédio, e pronunciou.
'Este é o fim,
Com pesar, me matarei
Para descansar enfim.'
Então o homem teve seu digno descanso eterno.
'Não acredito que a vida seja um morango', resmungava o homem, ao andar pelo centro de Porto Alegre numa tarde fria. 'O que diabos essas pessoas vêem de bom na vida?' - pensou, entre outros tipos de resmungos -.
Na verdade, o homem foi assim por nunca ter tido amor. Por ter alimentado dentro de si um ódio mortal pelas pessoas, depois que fora abandonado na juventude. Vivia de bicos, num apartamento apertado. Havia tido um caso a muito tempo, mas não deu certo, a mulher o achou muito nojento. Falava alto demais, com uma voz incrívelmente fina, levando em conta à sua estatura, relativamente pequena.
Ultimamente, as coisas não andavam muito bem para ele, que perdera seu emprego, estando prestes a ser despejado de seu apartamento.
Acreditava ser poeta, riscava tudo que podia. Passoupela praça da Alfândega. Lembrou-se de quando era uma praça de renome, quando viu Mário caminhar por ali. Então rabiscou no banco, um verso:
'Os profetas uma vez disseram,
que o fim do mundo estava por vir.
Em material, ainda não acabaram,
mas em coração dá para sentir'
'Ach, um dia serei publicado...' disse o homem, secando seu ranho com a manga, estava gripado para piorar a situação.
Não agüentava ver o mundo como era, queria mudar, segundo ele, Na verdade, queria mudar apenas seu mundinho partícular. Queria ser rico, um poeta famoso, e não um pé-rapado, sem dinheiro.
Continuou caminhando, foi até a entrada do centro de Porto Alegre, e viu aquelas pixações nas paredes, de anarquismo, contra os políticos, chamando-os de porcos.
Idiotas - Logo pensou - Mas depois prontificou-se a tirar sua caneta do bolso para rabiscar na parede outro verso.
'Revolução, revolução!
Melhoria radical, felicidade.
Mas na verdade,
Pura destruição'
'Hei de ser publicado!' disse mais uma vez, antes de dirigir-se para casa, tinha que ver se tinha pão, senão passaria o dia sem comer.
Sonho com ela denovo, terceira vez seguida, acho que estou ficando paranóico. Será que a vida está me matando assim? Preciso me esfriar, me congelar. O sol está ficando quente demais pra mim. Ela está me queimando por dentro. Saio... e penso:
-
Sinto que vou cair,
sinto que vou trombar.
Não consigo me livrar disso.
Meus olhos já ficaram cegos.
Estou sendo lentamente consumido.
É tarde demais para mim escapar agora.
Me perdi no labirinto particular dela.
-
Não quero mais pensar em curtir
só quero fugir.
Ela está dançando no fogo,
está gostando do que está fazendo.
O prazer me toma conta.
-
MALDITA!
-
Não!
Não posso, nem devo.
Não vou me viciar denovo.
Quero aquele monstro longe da minha mente
Preciso me esfriar
me congelar.
Não quero que ela me mate,
com sua dança sensual.
Eu vi o amanhã.
Eu vi a tristeza nas crianças.
Eu vi a degeneração das massas.
Eu senti a vontade de morrer.
Eu vi o amanhã.
Eu senti a angústia.
Eu presenciei a putrefação da vida.
Eu senti a dor de viver
Eu criei meu monstro.
Eu vi o amanhã.
Eu me senti cego, vendo o escuro.
Eu percebi a raça humana como a criança que é
Eu vi a besta nos olhos.
Eu vi o amanhã.
Eu me senti indefeso, pela primeira vez.
Eu quis acordar do sonho.
Eu quis sair do paraíso deles, e voltar para meu inferno
Eu infelizmente vi o amanhã...
A lua uma vez
viu o homem sonhador
E mostrou a ele,
O seu lado negro.
Lua triste,
melancóliicamente linda,
expressa pelas notas errantes
da viola do bardo.
Lua que uma vez sorriu,
agora chora por suas estrelas
que perdem brilho de vida.
A canção foi completa.
Mas a lua,
ainda triste está o homem a fitar.
Nas minhas andanças,
o que já vi,
o que já deixei de ver,
o que ainda virei a ver.
Nas minhas andanças eu vi
o indeterminado lá fora,
que me permite ver pelas janelas dos tempos,
o reflexo da minha personalidade marcante.
Meus traços, esboçados, ainda,
que jamais virão a ser concluídos.
Nas minhas andanças,
com meu temperamento mutável
Sou humor, puro temor.
Sou amor, completo terror.
Sou piedade, cheia de verdade.
Sou irônia, dando um sentido à paisagem.
Nas minhas andanças
Descobri a dor.
Criei-a dentro de mim
Meu ganha pão de todo dia.
A dor da maldição da poesia
que me mantem vivo dia-a-dia.
Nas minhas andanças
Olhei o horizonte.
Fitei as mais belas moças.
Vi as mais bem esculturadas curvas.
Observei de longe,
a alegria do amor.
E vi também,
a solidão viciosa da dor.
Como descrever especial?
-
Como expressar um sentimento que nem nós mesmos podemos definir em palavras?
Acho que uma palavra que chegaria perto é: Amizade.
Amigo.Aquela pessoa... aquela pessoa que despensa qualquer adjetivo, Pois nenhum adjetivo é preciso o suficiente pra explicar o que eu quero dizer, nem diz nas proporções que eu quero. Talvez uma palavra boa é ''essência''. Cada ser tem a sua essência. Como se fosse seu cheiro, seu perfume. Cada perfume tem seu vidro. E por estar lá dentro, o vidro é seu único confidente. Não importa do que vai falar, vai falar sempre para o vidro. Seja da comida alemã, do Romanticidio, do jogo de interpretação. E eu, como vidro nesta história toda, não podia estar mais feliz de ser amigo, alguém especial, de ser alguém que significa alguma coisa para a pessoa da qual vou me referir.
-
Sem mais delongas, dedico este texto a uma ''grande essência'' que tenho o maior prazer em ''guardar''. Sim Érica, eu lembro do teu aniversário, e dedico esse texto (que não ficou grandes maravilhas) em tua homenagem. E também te desejo um feliz aniversário, pessoa especial que não sei onde eu estaria sem tu agora.
-
Thiago Braga
Domingo, 15 de abril de 2007.
02:37
OBS: Texto feito ao som de ''Romanticide''
Meu amado demônio. Deixe-me tocar-te novamente.
Deixe-me sentir sua mão escorrendo por meu corpo, sua mão quente, eu a quero.
Quero seu prazer, demônio, minha droga, quero-te.
Não podes ver, que em meus lábios está escrito o puro amor que sinto?
Sentir. Sentimentos. Sentidos.
Não me deixe sofrer novamente na dúvida,
venha esclarecer minha mente.
Dilacere minha alma de forma prazeroza mais um pouco.
Dor gostosa. Eu a necessito!
Não me abandone mais,
nas horas geladas.
Não me levante novamente o punhal, não me apunha-le novamente
eu lhe imploro.
Apenas quero viajar no arco íris da felicidade ao seu lado denovo, Demônio!
Demônio!
Demônio!
Eu te amo!
Em algum dia da existência da terra, nasceu uma guria. Aparentemente normal, levava uma vida normal. Era um bebê fofinho e bonitinho. Nada parecia nebular o futuro daquela criança.
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Até sua mãe morrer
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Ela era jovem, não podia compreender a frieza das coisas ainda, nem conhecia a amarga melancolia, apena continuou assistindo o desenho animado quando foi-lhe dada a triste notícia, por seu pai.
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Um cara cheio de escrúpulos. Desgraçado, sem alma, sem vida, cultista, narcisista. Mas que mesmo assim, tinha um amor brotado em seu coração, por sua filha, e sempre amou sua amada mulher. Porque aquilo veio a acontecer com ele? Seria sua descrença ou falta de fé que o conduziu a este caminho de pura tristeza? O pior ainda estava por vir.
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O tempo passou.
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A menina, que tinha tudo para ser de boa família, de praxe, estava agora largada no mundo, e sua alma estava louca para arder na malícia, para se entregar ao prazer carnal. Algo que veio a crescer na jovem, antes mesmo de ela descobrir o que era o prazer, a excitação... o sexo. 'Nada mais importa' era a única coisa que ecoôu na cabeça da menininha, por anos, sem saber, que foram as ultimas palavras lhes ditas por sua falecida mãe. A menina se aproximava do buraco da decadência.
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Adolescência:
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A menina, agora uma adolescente, com os primeiros vestígios de malícia surgindo em seu corpo, ela já sentia aquele frio na barriga quando via aquele menino, ou já sentia aqueles calores. Inevitavelmente, uma hora ela beija um cara, um tremendo filho da puta, um pedófilo, que estava ali tirando a pureza da menina, que por sua vez, quis beijar o cara. Eles continuaram juntos, por pouco tempo, depois que o cara descobriu que não dava para fodê-la, ou para fazer outro uso de suas mãos... ou até mesmo sua boca.
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Santas.
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A menina gostou de beijar, beijava vários agora, só queria beijar, a vida se resumia a duas coisas para ela, beijar e a escola. Enquanto isso, seu pai estava muito ocupado, cuidando de sua vida, e não conseguindo olhar para a cara da própria filha, por ser a cópia descarada de sua amada falecida. Ele acabou culpando a coitada, e de uma maneira, empurrando-a para dentro do buraco sem volta da decadência. A menina então, conheceu outro cara, cabelos compridos, era seu apelido. Anos junto com o cara. Com esse cara, ela descobriu o melhor da vida... ou quem sabe, para ela, o pior.
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Broken... Sexo...
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A garota agora descobriu o sexo, que maravilha, que prazer, como era bom. Ela fazia de tudo com cabelos compridos, adorava fazer, adorava ver, adorava pensar nisso. Além disso, descobriu as suas melhores (falsas) amigas. Fofocas envolviam agora, a escurecida, e esquecida menina. Coitada, era tudo que os anjos diziam, vendo o triste destino que a esta menina foi dedicado. Então, ela terminou com o cara, não tinha mais sentido, ela queria algo melhor, mais legal.
-
.moT
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A menina conheceu um novo coleguinha, um novo amiguinho, não demorou muito, para que ela se apaixona-se pelo menino, que tinha aparencia robusta e parecia másculo, embora feio, este não tinha apelido. Até suas 'melhores amigas' criticaram os sentimentos da menina, mas só ela podia entender o sentimento que ela tinha, e as outras não. Então ela beijou o cara. E além do sexo tradicional, eles conseguiram coisas além, sexo nos banheiros da escola, em locais públicos, boca ali, mão aqui. Ela amou aquilo. Mas depois ela terminou com o cara, não teve mais graça.
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Por que?
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Então, um dia, um fatídico dia, ela, completamente tomada pela malícia e pelos prazeres carnais, conheceu um cara. Este, era um cara normal, até meio sensível, estranho, mas para ela, contradizendo o próprio coração, ele era atraente, ele era bonito, ele era... gostoso, mesmo os olhos dos outros dizendo o contrário. O cara não tinha muitas expectativas na sua medíocre vida, ele apenas levava-á como podia, ou melhor, como queria. Não foi difícil se aproximar do cara, usando as armas que ela já estava habituada quando queria uma boa transa. Mas sem imaginar, ela não sabia que esse cara, era puro ainda, não havia transado. Ela nunca desconfiou, nem queria, só queria uma boa transa com ele. Então ela beijou-o, escreveu a primeira letra da curta história. Tudo parecia bom, tudo parecia completamente normal. O cara, estava eufórico, sorria para todos os lados, dava bom dia para seus piores inimigos. A guria, ansiosa para prová-lo não perdeu a oportunidade, e o fez.
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Com aquilo, ela entrosou o cara na sua teia, involuntáriamente, e depois tentou se livrar dele. Tentou encontrar uma saída. Como ela ia escapara do cara agora? Ela não via outra solução a não ser... Matá-lo. 'Não, isso não' ela exclamava, pela primeira vez, ela sentia que alguém realmente a amava, que não sentia apenas a mesma coisa que ela sentia pelo cara. Infelizmente, seu coração não foi moldado para sentir este sentimento. Ela, neste buraco de decadência eterna, criou suas patas, e se transformou na terrível aranha que rondava as beiradas, e com estas patas, ela puxou o cara. Ela matou o cara, no seu aniversário de três meses de namoro. Ela matou friamente o cara, e não derramou sequer uma vez uma lágrima por ele, se é que alguma vez ela já sentiu tristeza.
-
Hoje em dia, ninguém sabe da anônima que fez um cara Literalmente morrer de amor.
Certa vez, um homem conversava com sua conciência.
Quando Amamos, sofremos, quando não amamos sofremos mais ainda.
O caos é a base de toda e qualquer ordem, e a ordem é imaginária.
Nada se transforma, cai no vazio do esquecimento.
Monstros existem sim, baste você não ter medo de vê-los.
O amor é o que cria o ódio.
A vida não está em jogo, já começa derrotada.
Os prazeres antecedem a dor.
A perca de um amor não só leva o coração, como parte da sua essência.
Apavorado o homem ouviu aquilo. Então acordou todo suado na madrugada. Pensando que foi apenas um sonho, mas era como se algo estivesse preso em sua garganta, ele precisav soltar! Precisava gritar!
'O que é isso? És louca!' Disse o homem
Gritou para o ar, o homem
'Não. É apenas a ordem da vida' Devolveu o ar em tom calmo.
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Como podem notar, o escritor anda confuso.
Era uma vez, nas frias ruas sinuosas de uma cidade desconhecida, onde o inverno predominava por infindáveis dias e noites, um poeta.
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Cabeça Penasativa
Cria
Imagina
Pensa!
-
Quando queria sentir-se alegre, sobre a vida escrevia.
Suas preces ninguém ouvia. Recitava melancolia.
Não tinha ninguém para se apoiar, apenas palavras para expressar.
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Perdido em meio a labirintos de seus poemas, verdadeiras mensagens subliminares de seus confusos pensamentos. Vida se esvaía pela caneta. Cada palavra escrita, era nada mais, do que um pouco mais de tristeza, por estar amaldiçoado com a solidão.
-
Ninguém parou para olhar o probre poeta em seu sobretudo preto andando pela fria e escura noite. A passos largos voltava para seu refúgio, sua casa, suas palavras. Não mais agüentava aquela terrível realidade, viver sozinho. Recorreu ás palavras, com coração sangrando, sentimento amargurado. Dar vida as suas palavras seria tudo agora.
-
12 de Janeiro de 1978. Morre poeta por falta de amor.
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PS: Voltei, estava na praia, perdoem a demora!
Meu coração parou por alguns momentos. Caio ao chão, ao som da música fúnebre. Morrerei em um quarto escuro e ninguém se lembrará de mim? O grande futuro que o destino reservou a mim. Coração que parou por não agüentar mais as doses de angústia e sofrimento, algo que ninguém viu passar por trás da minha máscara de felicidade de todo dia.
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Desconsidere-se alguém especial. Passarei o resto da eternidade pensando na infinidade, menos em tu. Deixaste de ser a senha para meu coração, mesmo depois de retalhar o mesmo em mil pedaços. Agora és nada, apenas lixo, e quero que tu morra. Não me deixe flores. Nunca me deixe flores, tuas amaldiçoadas flores. Não me bastou tuas mãos sujas e tuas palavras putridas para fazer meu coração parar
-
Morri.
Dentre todos os ódios que já tivemos em algum momento de nossas medíocres vidas, o mais justo é o ódio por nós mesmos. Causadores de nossos próprios sofrimentos e criadores de nossos piores monstros.
-
Monstros que fizeram com que deixemos aos poucos a criança que havia dentro de cada um de nós morrer por falta de atenção, no esquecimento no fundo de nossas almas pergisoamente poluídas e cheias de horror pensado para cada um dos seres que habitam o lado escuro de nosso coração.
-
Coração em constante hemorragia. Hemorragia de sofrimento e lembranças ruins de cada agoniante dia na rotina. Mas ainda há a esperança, que move cada um de nós e que, em todos os dias, cria a nossa luz no fim do túnel, mesmo que seja uma luz ilusória e que nos leve apenas para um lugar com luzes ofuscantes que nos cegam para a verdade do cruel mundo que nós mesmos criamos.
-
Pra onde a Humanidade vai correr quando a esperança acabar?
Deixe as flores na janela, amor, e não me espere nunca mais. Não me espere para quebrar seu coração ao meio, pois o meu já está assim.
-
E se os zumbis do passado estão gritando na sua cabeça, te amedrontando e fazendo com que tu te sintas indefesa em um local escuro que tu nunca estiveste antes, eu apenas espero que tu morra de forma dolorosa.
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Não mais me mostre sua verdadeira face. Ela é insuportávelmente horrível. Continue com sua piada superficial que chame de vida, e morra olhando para um céu nublado com falta de esperança.
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Foi bom me aproveitar de seus préstimos, agora pegue seus trapos, e se mande de o que tu fizeste sobrar do meu coração.
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Libere seu lado animal mais vezes por dia.
Dia sem muitas motivações. Pouca coisa para se fazer.
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Dia solito é este,
em que fico aqui a observar pela janela
carros a passar,
enquanto a chuva cai.
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Onde está minha motivação?
O que estou buscando?
Estou a procura de algo em uma jornada.
Apenas me basta descobrir o que estou a procurar.
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Dentro de um emaranhado
de pensamentos e sentimentos.
Procuro aquilo que vai me completar,
algo que vai me motivar,
dar um rumo á minha vida.
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Nas grandes ruas do mundo cruel lá fora,
pode estar a pessoa
que um dia irá me fazer sentir completo.
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Quanto mais irei esperar?
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Todos já se sentiram assim algum dia, não?
Desculpem o fato de eu estar colocando poesias esdrúxulas aqui, mas é que eu perdi meu caderno, e minhas folhas a faxineira tocou fora. Segue mais um, uma... algo que eu escrevi:
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Adentrei no quarto, habitualmente, com meu cigarro na boca. Já estava amanhecendo. Dei uma rápida olhada pela janela. A grama estava verde, lá fora, enquanto aqui dentro, tudo parecia estar num tom de cinza mórbido.
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O lençol vermelho ainda estava desarumado. Se cheirasse, ainda poderia sentir o suave cheiro dos seus cabelos. Fechei os olhos, e pensei na última vez em que a vi despida. Seu belo corpo, seus sinais, suas pernas, tudo.
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No final das contas, não demorou muito a dizer que quero-a de volta
Ultimamente eu ando um tanto pensativo.
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Pensando em motivações ou caminhos para o meu futuro, a minha vida. Que rumo tomar, o que eu realmente quero ser. Eu tenho me sentido inseguro em relação ao mundo lá fora. Mas ao mesmo tempo vejo pessoas que deram uma grande volta por cima dessa sensação e, ao menos superficialmente, parecem ter boas vidas. É como se eu fosse uma larva que acabou de sair do casulo e viu como o mundo realmente é. Enxergo agora toda a malicia do mundo, e de certa forma isso me assusta. Será que todo o ser humano é assim? todos têm suas crises existenciais em relação ao seu futuro? Será que alguns já caíram em insanidade pensando na mesma coisa que eu. Tudo isso me assusta.
-
De certa forma, estou preocupado com o estado do mundo. É como se ultimamente eu me sentisse um daqueles cientistas que querem parar o aquecimento global ou algo parecido. Mas acho que o estado do mundo está refletindo no meu dia-dia. As minhas descobertas sobre mim mesmo e o mundo a minha volta me assustam, meu organismo em constante mudança me assusta e até mesmo minha opinião própria sobre as coisas em estado mutacional me deixam com sensação de vertigem. É tudo tão grande, são tantas possibilidades, tantas coisas para escolher que me sinto encuralado em um mundo de oportunidades, mesmo que seja um tanto irônico.
