Eles tinham acabado de terminar. O clima estava foda e ele foi pra casa. Chegou lá e ligou o rádio no volume bem alto, botou uma daquelas músicas que têm fama de ser trilha sonora para suicídios. Os gritos dele passavam desapercebidos, sendo neutralizados pelas ondas sonoras pesadas daqueles riffs de guitarra. Pensou, pensou e pensou mais um pouco.
Ao final da música, ele havia se matado. Mas todos sabemos que não foi exatamente por causa da música...
Blog do Thiago com Textos disso e daquilo. Comentários seus já são mais que bem vindos
Sentado nos degarais de uma dessa igrejas que são facilmente encontradas nos bairros mais calmos de Porto Alegre, ele pegou o papel e começou a escrever. No que colocou a caneta no papel, alguma merda chamou a sua atenção. Era só um barulho, daqueles que os carros dão quando estão a um segundo de bater, aquela freada que pode evitar uma morte, e uma passagem da vida diante dos olhos de um motorista. Por sorte (ou nem tanta sorte) os carros não bateram. Os motoristas se chamaram de filhos da puta e cada um virou uma esquina. Um estava bêbado. Veio um gurizão que estava jogando futebol com outro bando de caras, e deu uma cusparada no bêbado, que saiu por força logo depois.
Os carros não bateram, mas aquela declaração de amor teria de esperar.
Eu sabia que ia dar algo errado. Tinha certeza disso. Na verdade, nem sei porque fiz tudo aquilo. Agora não tinha mais volta. Só sabia que a partir daquele dia, as coisas iam ficar confusas ou difíceis por um tempo. Acho que todos que vem para a Terra, cumprem sua missão de uma maneira ou outra, mas, por outro lado, pagam um preço, e eu pareço sempre estar pagando inutilmente.. Talvez eu tenha me aberto demais à isso, ou me entreguei por completo e não devia.
Peguei um cigarro e sentei no sofá, enquanto olhava aquela bagunça imensa e pensava o trabalho que eu teria para limpar tudo aquilo, definitivamente dessa vez eu me sentia diferente, sem aquela alegria por fazer aquilo. Acendi o cigarro e falei baixinho entre uma tragada e outra: - Olha essa droga, devia ter feito isso na rua, vou morrer limpando isso. Eram 21:52, e eu estava ficando com fome. Abri a geladeira e peguei um Donnut congelado, recheado com chocolate. Droga de Donnut, estava horrível. Dei a primeira mordida naquela porcaria e o telefone tocou. Era uma mulher, com uma voz até que suave, não parecia muito velha:
- Alô.
- Boa noite, vi no jornal que você concerta coisas.
- É, basicamente.
- Pode dar um jeito no meu fogão?
- O que tem ele?
- O gás não sai
- Já verificou o Butijão?
- Sim, está cheio.
- Ok, dou uma passada aí amanhã. Qual o seu endereço?
- É na St. Johnson esquina com a 45.
- Certo, acertamos o preço amanhã.
- Ok, tchau.
"Ótimo, mais trabalho. Espero que essa cadela me dê uma gorjeta legal" pensei. Servi um copo de suco e comi o Donnut. Sempre que levava o copo à boca podia sentir aquele cheiro bom na mão, aquele cheiro que fica depois que faço aquilo que fiz naquela noite. Mas dessa vez parecia terrível. Fedia a bosta. Precisava de um banho com urgência. Fui pegar a toalha na varanda quando o telefone tocou denovo. Era o Jack.
- Alô.
- Hey, Paul.
- E aí Jack.
- Sabe cara, eu to precisando ficar doidão. Terminei com uma guria e tô sem grana. Tem algo aí?
- Não. Estou duro, até queria tomar uma cerveja, mas nem pra isso eu tenho.
- Ah, certo, tchau
- Tchau.
Na verdade eu tinha dinheiro. Mas não quis dar. O Jack vai acabar me sugando desse jeito... aquele viciado. Acho que sou a única pessoa que conheço que é normal. Os outros são drogados ou tarados. Acho que deveriam ir para uma clínica, buscar ajuda talvez. Pode fazer bem à eles. Eu poderia me virar sem amigos, arranjo outros, consigo umas mulheres... Eu dou um jeito. Comecei a me sentir uma pessoa melhor. Sempre me sentia assim quando Jack me ligava pedindo dinheiro ou maconha. Esses anormais nos fazem tão bem, por nos fazerem esquecer os nossos defeitos, e achar que os deles são tão piores do que os nossos. No meio de todo aquele meu sentimento de superioridade, o telefone tocou novamente. Era a mulher do gás. Dessa vez falava mais suavemente, com uma calma quase que excitante.
- Alô.
- Olá, sou eu denovo.
- Ah, oi.
- Achei sua voz excitante e resolvi te ligar.
- Ah, interessante.
- Não quer dar um jeito nesse gás agora mesmo?
- Não tenho condução.
- Eu te busco, onde você mora?
- Evergreen, 45.
- Ok, se arrume.
- Certo, tchau.
"Talvez com sexo eu melhore" pensei. Cheirei meu sovaco, estava com uma asa danada, e estava com a mesma cueca fazia dois dias. Ela não ia querer colocar aquilo na boca do jeito que estava. Tomei um banho rápido e me meti em uma roupa mais bonita do que a que estava, nada especial, não ia precisar delas mesmo. Peguei meu maço de cigarros, só tinham 2 no maço. Peguei uma latinha de cerveja da geladeira e desci as escadas. Passou-se um tempo, e logo depois que terminei a latinha, chegou um carro verde na minha frente, e uma ruiva gorda saiu para fora, dizendo:
- Você que concerta coisas?
- Eu mesmo.
- Entre.
Ela estava bem maquiada, com uma saia muito curta, tão curta que parecia ser um tipo de provocação e com um decote. Os peitos dela balançavam quando passávamos por paralelepípedos. Fomos em silêncio até um certo ponto. Estava pensando para quantos caras ela já tinha ligado naquele dia e se podia dar conta dela. É incrível como as coisas mais carnais como o sexo podem fazer você se esquecer de que a vida é uma droga, e que tudo está terrível. Queria poder transar todas as noites. Fumei um cigarro e puxei um assunto com ela:
- Então, o que você faz?
- Sou corretora de imóveis, e você?
- Legal. Sou escritor.
- Escreve o que?
- Poesias.
- Já foi publicado muitas vezes?
- Qualquer idiota é publicado. Mas poucos têm colhões para serem lidos.
- Interessante. Pode recitar uma poesia para mim?
- Eu vivo disso. Estou de saco cheio disso. Só quero transar.
- Está bem, está bem. Você está faminto
Então ela deu uma risadinha, uma das mais escrotas que já ouvi na minha vida. Se não estivesse tão mal, até desistiria de ter alguma coisa. Abstraí a risadinha e passei a mão na perna dela. Notei que ela começou a se contorcer e dar uns sorrisinhos. Comecei a acreditar que poderia dar conta sem problemas. A vida estava ficando tão boa de repente. Estava quase me esquecendo daquele fedor culposo na minha sala. Paramos numa rua deserta, na frente de uma casa abandonada. E fizemos o que tinhamos para fazer ali no carro mesmo. Ela gritava alto demais, tinha medo de que a vizinhança acordasse. De qualquer maneira, dei conta do recado bem facilmente. Então, quando terminamos, acendi o último cigarro e me recostei me sentindo um daqueles atores pornô. Ela demorou para se arrumar, teve que recolocar maquiagem. Achei que ela tinha marido, e não queria chegar em casa daquela maneira para ele não desconfiasse. Fomos até minha casa em silêncio. Eram 03:06. Saí do carro e ela disse:
- Amanhã, mesmo horário, na minha casa.
- Certo.
Entrei no apartamento, e de repente, todo aquele meu sentimento de felicidade, de esquecimento de problemas passou. As janelas estavam intactas, isto era bom. Pelo menos daquela vez Jack não arrombou alguma janela e roubou algo para se drogar. Fitei o cadáver dela na minha sala, e sujei meu sapato quando pisei num pedaço de tripa que saía do estômago e ficava no chão. Entretanto, ela aparentava estar "bonita" ainda, linda, na verdade. Linda da maneira que sempre esteve enquanto nos divertimos todo aquele tempo. Linda como quando meti a faca na goela dela. Estava podre de cansado, me joguei na cama e comecei a pensar. Talvez eu amasse ela mesmo, talvez não devesse ter matado ela. Sei lá, está feito. Acho que não sou tão superior ou glorioso assim...
Mãe, mãe, posso matar essa formiga?
Claro meu filho ela é burra e não pensa.
Feito! Me dá a Agulha!
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Enquanto isso, na nave alienigena:
Mãe, que planeta é aquele?
Terra.
Meu professor disse que os habitantes são burros, verdade?
Sim meu filho, quer destruí-lo?
Me passa o raio de prótons!
- Você me ama?
- Uhum, boneca.
- Mesmo?
- Claro! Eu te amo demais!
- Ah, que bom que você presta a atenção em mim, tem muito homem por aí que...
*roncos*
- Isso, gostosa, chupa tudinho. Assim...
- Assim que tu gosta né?
- Aham, boquinha bem quentinha
- Vou babar tudinho
- Yeah, boneca.
- Sabe *chupa chupa* transamos a tanto tempo que *chupa chupa* deveríamos juntar os trapos né? Hey, porque seu pau ficou mole?
Você prometeu pra mim que seria o paraíso.
Que tudo seria perfeito
e iríamos nos amar pra sempre.
Mas nunca me disse que tinha outro
Agora tenho que olhar pra sua cabeça na minha parede...
- Hey, o que você acha de sexo?
- É legal broto, tu tá afim de transar?
- Não, eu ligo muito pro amor e tudo mais, saca?
- Sim sim, tu é daquelas românticas, saquei.
- Exato.
- Será que esse meu casaco da Nike não ajuda?
- Não sou daquelas que se leva por roupas.
- E se eu disser que curto o Sid Vicious?
- Legal, eu também, e daí?
- Vou te tratar como uma cachorra e te largar quando tu começar a me amar, o qu...
- PEGA A CAMISINHA!
Sabe, eu estava me masturbando e... descobri que aquele vídeo pornô que tu escondeu de mim é tri legal, mas o meu pau é maior do que o daquele cara.
- Eu morri!
- Não senhor Levinski, nós o revivemos, foi terrível e...
- Michael, meu amor! Ainda bem que você está vivo! Você está bem?! Sabe, eu estive pensando e, eu te amo tanto que...
- Ei doutor, me passa aquela faca ali?
Eu falei, tentei avisar, mas será que alguém me ouviu? Não, todos disseram que ia ser bom e maravilhoso, mas deu no que deu, eles nunca me ouvem.
- Eu avisei que ela ia foder comigo.
Vou beber desse suco, bem devagar.
Só mais um pouquinho.
Isso, está quase lá, já posso sentir aquele calorzinho gostoso.
Aquelas contrações maravilhosas.
Está no ponto!
Rápido, tire o bife da chapa!
- Hey, babe
- Oi meu querido
- Como foi o dia?
- Exaustivo, estou cansada, sem forças para quase nada, só quero dormir
- Ah, estou com o maior tesão, tá afim de dar umazinha?
- Claro, só se for agora!
Era uma vez um menino que teve o braço cortado pela menina que ele amava
aquela ferida foi além da carne, no coração
Por sorte o braço dele sarou depois...
Estávamos nós quatro juntos, enquanto a velhaca explicava Estêvão. Ninguém parecia prestar muita atenção, mas ainda assim ela não reclamava, pois estavam em silêncio. Foi horrível tentar me concentrar, passei a manhã inteira com meu pensamento preso... maldita, mas ao mesmo tempo me sentia tão... vazio, sem algo para oferecer.
Fiquei pensando e pensando, sem saber o que realmente era aquilo. Então só uma palavra conseguiu me vir na cabeça: Refúgio. Talvez não eu, mas a humanidade inteira está procurando um refúgio constantemente, só pode ser isso, não sou tão anormal assim, cara. "Mas que coisa, como somos medíocres" pensei, e talvez sejamos mesmo, não somos nem metade do grão de areia no Saara.
Já eram nove e meia, e eu só pensava em um sofá marrom, eu e ela. A velhaca continuava falando, as pessoas reduziram-se à sua mediocridade e ficaram quietas, exceto os 3 que estavam comigo. Era como nadar contra a maré, pensei, não seguir o padrão e se dar mal em português porque quer. "Minha cabeça está funcionando hoje", disse para mim mesmo, nunca estive tão filosófico, e ainda assim... vazio...
Então um deles me disse: "Thiago, tu é um Jogral". Poderia ter sido de brincadeira, sem a intenção, mas por aquele breve momento ela me saiu do pensamento, e me invadiu a idéia de sair pelas ruas cantando para as pessoas, para os mais ricos, em troca de estadia. Que vida cheia de felicidade, transar com a mulher do cara que te hospeda, deve ser o máximo. Minha mente já estava começando a gostar da idéia, quando me privei da mesma. Chega das doces utopias, elas já me encheram tanto quanto a nada bela realidade.
Então eu tentei me concentrar, com um exercício, mas ela me continuou na cabeça, e está até agora, as paixões antigas que se acendem tem um sabor a mais.
"Talvez algum dia todos encontremos nosso refúgio, e sejamos os jograis do nosso próprio coração"
O carro parou na sinaleira.
Eu estava com pressa, atrasado, e a sinaleira não ficaria verde nunca, pelo visto.
Olhei para o lado, com a habitual pressa de uma vida enterrada por suas obrigações, e inesperávelmente, vi ela, na frente do volante de um carro. Não se lembraria de mim.
Com seus lindos cabelos, com seu porte majestoso. Ela continuava igual... inesquecivelmente linda. Fiquei pensando em como éramos próximos, como nos amávamos, das madrugadas que passamos trocando segredos e como confiávamos um no outro. Também me lembrei como seríamos felizes, se ela tivesse dito sim aquela vez. Formariamos uma familha feliz, nos amariamos ardentemente, como se cada noite de amor fosse a primeira, onde o fogo da paixão ainda queima os cegos corações indefesos. Por aqueles breves segundos, esqueci da minha pressa, dos meus compromissos, de tudo. Apenas podia ver ela, em todo seu radiar, com aquele batom posto cuidadosamente nos cantos da boca, que eu já ansiava por beijar, provar de seu gosto ao menos uma vez. Eu seguraria sua mão todas as noites, e daria cada beijo como se fosse o último e mais apaixonado. Imaginei nós em um ardente beijo. Aquele que sempre quis, e que sempre vou querer. Naquele momento, tudo que eu queria ouvir, era ela dizendo 'eu te amo', com o coração que nunca tive... o dela.
Então acordei de meu torpor com a buzina do carro atrás de mim. Meus breves segundos de paraídos haviam acabado. Ela virou a esquina, e eu nunca mais a vi...
*Se ainda não leu o Post abaixo, leia, é o começo! (A Odisséia 1)*
Estava desempregado, sozinho, abandonado, desabrigado, com fome e com frio, nas ruas de porto alegre.
Já não era mais humano, menos aceitável do que era, vagou sozinho por meses, comendo migalhas, emagreceu muito. Pensando em apenas versos, cambaleava depois de tantos espancos que sofreu de policiais e bandidos.
'Morram todos,
Envenenados com suas mentiras
Aumentando seus egos gordos'
Passou a pronunciar este verso diariamente, todo o tempo, não importando se alguém o estava ouvindo ou não, pois ele não via mais gente, via apenas os desgraçados que o excluiram, deixando-o naquela situação, totalmente morto por dentro, e quase morto por fora.
Seus cabelos fediam, ninguém parava do seu lado, nem mesmo os mendigos, pois o viam com um outro olhar, achavam-no louco, até demais para eles.
O homem então, tentou sair do centro da cidade, mas o resultado foi o mesmo, as pessoas fechavam suas portas para o pobre homem, que quase morto implorava por um punhado de comida para agüentar suas surras diárias.
O frustrado poeta não viu outra solução a não ser o suicídio. Sempre fora um homem covarde, sem coragem de encarar os problemas de frente, sempre se escorando nos desconhecidos, jogando a culpa neles. E quando não podia fazer isto, simplesmente fugia por uns dias, ficava andando nas ruas, por isso as conhecia tão bem. Mas no estado que ele estava, não havia pior castigo que a vida. Suicídio, estava decidido.
Caminhou até um prédio bem alto, e começou a subir sua escadaria. Cada passo mais pesado que o céu, fazendo pressão contra o chão. Cheio de pesares, o pobre poeta sentia-se cada vez mais feliz, mais perto do fim das escadas, pensando que finalmente iria descansar do seu castigo, para sempre.
Chegou até o topo do prédio, e pronunciou.
'Este é o fim,
Com pesar, me matarei
Para descansar enfim.'
Então o homem teve seu digno descanso eterno.
'Não acredito que a vida seja um morango', resmungava o homem, ao andar pelo centro de Porto Alegre numa tarde fria. 'O que diabos essas pessoas vêem de bom na vida?' - pensou, entre outros tipos de resmungos -.
Na verdade, o homem foi assim por nunca ter tido amor. Por ter alimentado dentro de si um ódio mortal pelas pessoas, depois que fora abandonado na juventude. Vivia de bicos, num apartamento apertado. Havia tido um caso a muito tempo, mas não deu certo, a mulher o achou muito nojento. Falava alto demais, com uma voz incrívelmente fina, levando em conta à sua estatura, relativamente pequena.
Ultimamente, as coisas não andavam muito bem para ele, que perdera seu emprego, estando prestes a ser despejado de seu apartamento.
Acreditava ser poeta, riscava tudo que podia. Passoupela praça da Alfândega. Lembrou-se de quando era uma praça de renome, quando viu Mário caminhar por ali. Então rabiscou no banco, um verso:
'Os profetas uma vez disseram,
que o fim do mundo estava por vir.
Em material, ainda não acabaram,
mas em coração dá para sentir'
'Ach, um dia serei publicado...' disse o homem, secando seu ranho com a manga, estava gripado para piorar a situação.
Não agüentava ver o mundo como era, queria mudar, segundo ele, Na verdade, queria mudar apenas seu mundinho partícular. Queria ser rico, um poeta famoso, e não um pé-rapado, sem dinheiro.
Continuou caminhando, foi até a entrada do centro de Porto Alegre, e viu aquelas pixações nas paredes, de anarquismo, contra os políticos, chamando-os de porcos.
Idiotas - Logo pensou - Mas depois prontificou-se a tirar sua caneta do bolso para rabiscar na parede outro verso.
'Revolução, revolução!
Melhoria radical, felicidade.
Mas na verdade,
Pura destruição'
'Hei de ser publicado!' disse mais uma vez, antes de dirigir-se para casa, tinha que ver se tinha pão, senão passaria o dia sem comer.
Em algum dia da existência da terra, nasceu uma guria. Aparentemente normal, levava uma vida normal. Era um bebê fofinho e bonitinho. Nada parecia nebular o futuro daquela criança.
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Até sua mãe morrer
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Ela era jovem, não podia compreender a frieza das coisas ainda, nem conhecia a amarga melancolia, apena continuou assistindo o desenho animado quando foi-lhe dada a triste notícia, por seu pai.
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Um cara cheio de escrúpulos. Desgraçado, sem alma, sem vida, cultista, narcisista. Mas que mesmo assim, tinha um amor brotado em seu coração, por sua filha, e sempre amou sua amada mulher. Porque aquilo veio a acontecer com ele? Seria sua descrença ou falta de fé que o conduziu a este caminho de pura tristeza? O pior ainda estava por vir.
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O tempo passou.
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A menina, que tinha tudo para ser de boa família, de praxe, estava agora largada no mundo, e sua alma estava louca para arder na malícia, para se entregar ao prazer carnal. Algo que veio a crescer na jovem, antes mesmo de ela descobrir o que era o prazer, a excitação... o sexo. 'Nada mais importa' era a única coisa que ecoôu na cabeça da menininha, por anos, sem saber, que foram as ultimas palavras lhes ditas por sua falecida mãe. A menina se aproximava do buraco da decadência.
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Adolescência:
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A menina, agora uma adolescente, com os primeiros vestígios de malícia surgindo em seu corpo, ela já sentia aquele frio na barriga quando via aquele menino, ou já sentia aqueles calores. Inevitavelmente, uma hora ela beija um cara, um tremendo filho da puta, um pedófilo, que estava ali tirando a pureza da menina, que por sua vez, quis beijar o cara. Eles continuaram juntos, por pouco tempo, depois que o cara descobriu que não dava para fodê-la, ou para fazer outro uso de suas mãos... ou até mesmo sua boca.
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Santas.
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A menina gostou de beijar, beijava vários agora, só queria beijar, a vida se resumia a duas coisas para ela, beijar e a escola. Enquanto isso, seu pai estava muito ocupado, cuidando de sua vida, e não conseguindo olhar para a cara da própria filha, por ser a cópia descarada de sua amada falecida. Ele acabou culpando a coitada, e de uma maneira, empurrando-a para dentro do buraco sem volta da decadência. A menina então, conheceu outro cara, cabelos compridos, era seu apelido. Anos junto com o cara. Com esse cara, ela descobriu o melhor da vida... ou quem sabe, para ela, o pior.
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Broken... Sexo...
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A garota agora descobriu o sexo, que maravilha, que prazer, como era bom. Ela fazia de tudo com cabelos compridos, adorava fazer, adorava ver, adorava pensar nisso. Além disso, descobriu as suas melhores (falsas) amigas. Fofocas envolviam agora, a escurecida, e esquecida menina. Coitada, era tudo que os anjos diziam, vendo o triste destino que a esta menina foi dedicado. Então, ela terminou com o cara, não tinha mais sentido, ela queria algo melhor, mais legal.
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.moT
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A menina conheceu um novo coleguinha, um novo amiguinho, não demorou muito, para que ela se apaixona-se pelo menino, que tinha aparencia robusta e parecia másculo, embora feio, este não tinha apelido. Até suas 'melhores amigas' criticaram os sentimentos da menina, mas só ela podia entender o sentimento que ela tinha, e as outras não. Então ela beijou o cara. E além do sexo tradicional, eles conseguiram coisas além, sexo nos banheiros da escola, em locais públicos, boca ali, mão aqui. Ela amou aquilo. Mas depois ela terminou com o cara, não teve mais graça.
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Por que?
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Então, um dia, um fatídico dia, ela, completamente tomada pela malícia e pelos prazeres carnais, conheceu um cara. Este, era um cara normal, até meio sensível, estranho, mas para ela, contradizendo o próprio coração, ele era atraente, ele era bonito, ele era... gostoso, mesmo os olhos dos outros dizendo o contrário. O cara não tinha muitas expectativas na sua medíocre vida, ele apenas levava-á como podia, ou melhor, como queria. Não foi difícil se aproximar do cara, usando as armas que ela já estava habituada quando queria uma boa transa. Mas sem imaginar, ela não sabia que esse cara, era puro ainda, não havia transado. Ela nunca desconfiou, nem queria, só queria uma boa transa com ele. Então ela beijou-o, escreveu a primeira letra da curta história. Tudo parecia bom, tudo parecia completamente normal. O cara, estava eufórico, sorria para todos os lados, dava bom dia para seus piores inimigos. A guria, ansiosa para prová-lo não perdeu a oportunidade, e o fez.
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Com aquilo, ela entrosou o cara na sua teia, involuntáriamente, e depois tentou se livrar dele. Tentou encontrar uma saída. Como ela ia escapara do cara agora? Ela não via outra solução a não ser... Matá-lo. 'Não, isso não' ela exclamava, pela primeira vez, ela sentia que alguém realmente a amava, que não sentia apenas a mesma coisa que ela sentia pelo cara. Infelizmente, seu coração não foi moldado para sentir este sentimento. Ela, neste buraco de decadência eterna, criou suas patas, e se transformou na terrível aranha que rondava as beiradas, e com estas patas, ela puxou o cara. Ela matou o cara, no seu aniversário de três meses de namoro. Ela matou friamente o cara, e não derramou sequer uma vez uma lágrima por ele, se é que alguma vez ela já sentiu tristeza.
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Hoje em dia, ninguém sabe da anônima que fez um cara Literalmente morrer de amor.
Certa vez, um homem conversava com sua conciência.
Quando Amamos, sofremos, quando não amamos sofremos mais ainda.
O caos é a base de toda e qualquer ordem, e a ordem é imaginária.
Nada se transforma, cai no vazio do esquecimento.
Monstros existem sim, baste você não ter medo de vê-los.
O amor é o que cria o ódio.
A vida não está em jogo, já começa derrotada.
Os prazeres antecedem a dor.
A perca de um amor não só leva o coração, como parte da sua essência.
Apavorado o homem ouviu aquilo. Então acordou todo suado na madrugada. Pensando que foi apenas um sonho, mas era como se algo estivesse preso em sua garganta, ele precisav soltar! Precisava gritar!
'O que é isso? És louca!' Disse o homem
Gritou para o ar, o homem
'Não. É apenas a ordem da vida' Devolveu o ar em tom calmo.
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Como podem notar, o escritor anda confuso.
